Ansiedade e Baixa Autoestima são sintomas não causa raiz

Entenda o motivo pelo qual a sua ansiedade e falta de autoestima são somente sintomas de algo mais profundo - um padrão emocional ainda desconhecido que está por baixo disto, conduzindo seus comportamentos e emoções.

Tania R Sanchess

7/4/20264 min read

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Ansiedade e falta de autoestima podem ser sintoma, não a causa que comanda seu comportamento e é por isso que apesar de você ter tentado muitas coisas como meditação, medicamentos, workshop de autoestima, livros de desenvolvimento pessoal, técnicas de respiração para os momentos de ansiedade, algumas coisas funcionaram por um tempo, mas depois, o mesmo padrão voltou.

Isso não é falta de esforço. É porque você está tratando o sintoma e seu gatilho, não a causa raiz que originou este sintoma.

O que a ansiedade e a insegurança realmente sinalizam

Ansiedade, insegurança e dificuldade de tomar decisões não são o problema em si, são o resultado de um padrão emocional formado muito antes de você entender o que estava acontecendo com você.

Na infância, existem necessidades emocionais básicas que precisam ser atendidas: segurança, validação, pertencimento, autonomia. Quando essas necessidades não são atendidas de forma consistente, a criança desenvolve estratégias de sobrevivência. Uma das mais comuns é aprender a se adaptar ao que o outro espera, para garantir aceitação e afeto. Essa estratégia funciona na infância, mas na vida adulta, ela se transforma em um padrão: agradar antes de decidir, adiar as próprias necessidades, buscar aprovação constante. E o corpo e a mente pagam essa conta com ansiedade, insegurança e exaustão emocional.

As feridas que sustentam esse padrão

Segundo a leitura de Lise Bourbeau, existem feridas emocionais formadas na infância — rejeição, abandono, humilhação, traição e injustiça — que sustentam esse padrão e a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com o mundo. Cada uma dessas feridas está ligada a uma necessidade emocional específica que não sendo atendida, gera formas de pensamento que vão interferir na vida adulta:

  • A rejeição deixa sem resposta a necessidade de pertencimento e aceitação por quem se é, não pelo que se entrega. Gera a crença de que existir já é demais, e o hábito de se apagar para não ocupar espaço.

  • O abandono deixa sem resposta a necessidade de segurança e vínculo afetivo estável. Gera a hipervigilância para não ser deixado de lado e a dificuldade de ficar bem sozinho.

  • A humilhação deixa sem resposta a necessidade de ter valor e liberdade para expressar o que sente e precisa. Gera a vergonha de colocar limites e a sensação de que as próprias necessidades são um incômodo.

  • A traição deixa sem resposta a necessidade de confiança e previsibilidade nos vínculos. Gera a necessidade de controlar tudo para se sentir seguro e a dificuldade de delegar ou confiar no outro.

  • A injustiça deixa sem resposta a necessidade de ser reconhecido de forma justa por quem se é. Gera a rigidez, a autocobrança e a crença de que só o desempenho perfeito garante valor.

Essas necessidades não atendidas na infância continuam ativas na vida adulta. Elas não aparecem como lembrança consciente, aparecem como padrão de comportamento: agradar antes de decidir, adiar as próprias necessidades, buscar aprovação constante.

Por que só trabalhar autoestima não resolve

Trabalhar a autoestima sem identificar essa origem é reforçar uma casa com a fundação rachada. Você pode aprender técnicas, discursos internos mais gentis, afirmações positivas, mas se a ferida e a necessidade emocional não atendida continuam ativas, o padrão volta a se manifestar em outro relacionamento, em outro emprego, em outra fase da vida.

É por isso que tantas pessoas com histórico de investir em performance, cursos e livros de autoconhecimento continuam se sentindo presas no mesmo lugar.

Identificar a origem muda o resultado

Quando a origem do padrão é identificada com precisão, qual ferida, qual necessidade não atendida, qual crença ela sustenta, a pessoa entende pela primeira vez por que age como age. Esse entendimento não é apenas intelectual. Ele já produz alívio, porque nomeia algo que antes era só uma sensação confusa de estar sempre no limite. A partir dessa identificação, o trabalho deixa de ser administrar sintomas e passa a ser reconstruir a base emocional que sustenta as decisões, os limites e a forma como você se relaciona consigo mesmo.

É esse o trabalho que o PIPE — Protocolo de Identificação do Padrão Emocional — faz: localizar com clareza a raiz do que está por trás da ansiedade e da insegurança, para que a mudança seja estrutural, não uma tentativa temporária de aliviar o sintoma.

Como funciona o meu trabalho
Atendo adultos que reconhecem a repetição nos seus relacionamentos e querem entender o que está na origem, não apenas aprender a lidar melhor com os sintomas. Utilizo o PIPE — Protocolo de Identificação de Padrão Emocional, combinado com Terapia Breve Sistêmica, em um processo estruturado de 12 encontros. O ponto de entrada é a sessão de diagnóstico — uma conversa inicial onde identificamos o padrão envolvido e se o meu método é o caminho certo para você.
Sem compromisso imediato. Sem pressão. Com clareza.
Se você se reconheceu neste artigo, o próximo passo é simples:
👉 Agende sua sessão de descoberta

Ou me chame diretamente pelo Instagram: @terapeuta_taniarsanchess

Tania R Sanchess é psicóloga clínica com 33 anos de experiência, especialista em padrões emocionais e criadora do PIPE — Protocolo de Identificação de Padrão Emocional.

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